Eu queria mesmo mesmo poder gritar, mas sabe aquela pressão ( eu queria dizer social, mas não é social ) é só uma pressão, que me "obriga" a ser algo que as vezes eu gostaria de derrubar a pedradas. O que eu realmente queria agora? Minha Mariana, meu Renato, paz. Porque essas malditas lágrimas não me deixam em paz e eu nem posso realmente dizer o porque que me sinto tão, não amada. Afinal, não posso ser tão rídicula assim, mas não me desce a garganta que sentimentos podem ser rídiculos, ou que minhas lágrimas devem ser contidas.
Mas de nada adianta, secar uma por uma, e abrir um sorriso quando você se engasga com a pressão em sua garganta, de nada adianta parecer uma mulher quando por dentro, na grande maioria das vezes, você não passa de uma garotinha frágil e desajustada. De que adianta amar mais do que a sua vida alguém que não está aqui. De que adianta sentir falta de pessoas que fingiram que você não existia por anos? Me diz... de que adianta? Me diz de que adianta se agarrar numa lembrança de 13 anos atrás para se lembrar de que um dia você foi inteiramente feliz? O problema é que, do que você precisa, ninguém tem. Amor, carinho, compreensão.
Não digo que não gosto da solidão, eu gosto, até de forma pertubadora... mas não queria estar sozinha agora, eu queria que pelo menos uma vez, alguém viesse me dar a mão e quando eu rejeitasse, me dissesse que não vai embora, que o que sente por mim é grande demais pra me deixar.
Eu juro, no dia que alguém me amar mesmo quando eu for grossa, ignorante e errada, eu nunca mais reclamo.
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Hannah D.
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