Eu acho que eu já postei aqui sobre como o amor morre. Só que eu esqueci de comentar como ele sempre deixa uma semente, uma muda, um algo para trás. Sempre vai ter aquele alguém que vai passar anos e tu ainda vai acordar pela manhã e sentir saudades - talvez não da pessoa em si, mas do nós - e sempre vai ter aquela música que vai te fazer parar, engolir a seco e fingir que não a atinge. Longe de mim dizer que certas pessoas não são superáveis, elas são sim, porque elas são só pessoas, eu poderia dizer, objetos do seu amor. Só que nela está impresso o que você ama, o que você projetou. O sorriso, a pele, a voz, as brincadeiras.
O mais cómico - e talvez trágico - disso tudo, é que essa pessoa, que é, literalmente, o amor da sua vida, é a única pessoa com a qual você não cogita passar sua vida inteira com, por vários motivos também. Uma vez eu li em um post da Karen, que dizia que quando você ama alguém é a hora de deixar a pessoa, para aquele amor se manter ali, sempre quentinho e vivo, de uma forma ou de outra, e bem, talvez seja isso. O amor faz você apreciar alguém apesar de tudo que é um grande NÃO nela. O amor muda, confunde, complica, mata. Acho que o amor verdadeiro não foi feito para ser vivido, ele foi feito para ser apreciado, guardado, sentido a distância. Não que eu concorde com Platão, mas.
Chega um ponto da vida em que todos nós temos que perceber que certas pessoas nunca vão embora, elas sempre se mantém ali, presentes, de forma mais literal do que se o corpo dela repousasse ao seu lado.
Postado por
Hannah D.
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