Eu tenho tanta coisa para dizer, mas de alguma forma não há realmente a se dizer. É como se eu estivesse entorpecida... isso é o que acontece quando se ganha tudo que se deseja, quando a vida se torna pateticamente previsível. Tem uma música que diz "É prefirivel sentir dor do que não sentir absolutamente nada" mas a questão toda é, dor é um sentimento detestável, eu prefiro sentir tanta coisa no lugar da dor que seria uma lista interminável. Só que, além de tudo, eu estou cansada, cansada de ter que lutar por absolutamente tudo que eu quero, então dessa vez eu prefiro abrir mão de tudo, ficar no meu cantinho para que só dessa vez eu não saia magoada novamente, porque - por Deus - já está sendo uma mania inconviniente. Então de alguma forma eu procuro meu travesseiro e meu edredom, escondo-me e tento com todas as forças que ainda restam, não sentir absolutamente nada. Então me perguntam o que é eu sorrio, "está tudo bem", afinal, quem sou eu para abrir minha boca e dizer o que realmente se passa.
Você aprende num determinado momento da vida, a aguentar os golpes, mas o ponto principal é que, eles nunca deixam de doer sabe? Eles sempre magoam, eles sempre te partem ao meio, então você começa a sentir falta do momento em que você não tinha um orgulho idiota e podia chorar toda a sua dor sem se sentir idiota ou menosprezado por isso entende? Porque em que momento eu posso dizer "eu sinto sua falta" mesmo sabendo que isso é a coisa mais idiota a se falar e bem, a se sentir também... Em que momento eu vou ter todos os meus sentimentos deixados em paz para que eu possa senti-los sem que as pessoas digam para que eu tenha um pouco de amor próprio. Por Deus, será que eu sou a única pessoa a restar gravemente "doente de amor"? Morrer de amor deveria ser normal... chorar por meses deveria ser aceitável. É o meu sentimento, é a minha dor, deixe-me vivê-lo da forma que eu consigo... Porque no momento, tudo que eu consigo ser é vuneravel, e triste, melancólica e incrivelmente depressiva. Talvez um diga eu consiga lidar bem com tudo, mas não agora, agora tudo que eu quero é murmurar desconexas declarações de amor pro meu travesseiro e chorar.
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Hannah D.
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