Quarta feira, 14:45, sentada em beira a janela enquanto a chuva caí lá fora e os barulhos meio que me apavoram.
Eu queria só ficar aqui, sentada, escrevendo ou lendo um livro. Adoraria uma caneca de café e um maço de cigarros pra acompanhar e não sentir nada. Nem felicidade, nem dor e muito menos culpa. Vida está ótima, mesmo que tão difícil, mas isso não quer dizer que não tem seus pontos baixos, é só que eles não importam mais tanto assim. Hoje eu desejei ter um diário, daqueles que nem em toda a minha vida tentando, eu consegui/conseguiria ter, afinal, nunca fui boa em escrever sobre a minha vida em detalhes sórdidos. Eu sempre fui um livro surrealista, um conto fanstático, uma música sem sentido óbvio... eu sempre fui os meus escritos sem conexão, talvez seja por isso que as coisas fora de ordem me agradam.
Eu sempre gostei de sonhar, de viver o que não se pode imaginar, respirar o cheiro da chuva, viver de amores impossíveis, acreditar em contos de fadas, viver num mundinho só meu, tendo meus medos e paixões como compania. Brincar de fantasia, atuar... um mundo seu.
Eu acho que a chuva lá fora deveria ser mais forte, daquela que explode, mas ela é bela mesmo assim, fraca enquanto caí nas folhas das árvores do meu quintal. A brisa é fresca e o MPB que saí da caixa de som, me embala. Um bom resto de dia a mim mesma!
Postado por
Hannah D.
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