
Os religiosos se dizem contra a PLC122/2006 porque segundo eles condição sexual é uma escolha (o que qualquer pessoa com o mínimo de estudo sabe que não é, mas deixemos) então porque há proteção religiosa? Religião é uma escolha, ninguém nasce católico, evangélico, espirita... mas eu quero deixar bem claro que nessa proteção, na prática, só funciona para quem é teísta, os ateístas ainda sofrem preconceitos de forma bem clara e sem "proteção" alguma. Então, o ponto é o seguinte, podemos proteger quem escolhe sua religião (e algumas religiões tem a "liberdade" de ofender e maltratar, o que é diretamente proporcional ao que a constituição manda) mas se recusam a proteger uma parcela significativa da população que é perseguida, agredida, assassinada. Eu como ateísta não tenho o direito de despedir um evangélico que passa todo o expediente pregando mas eles tem o direito de despedir uma lésbica simplesmente por ela ser lésbica. O que acontece é uma lei de dois pesos e duas medidas a favor da religião enquanto vivemos num Estado Laico.
Querem dar o direito a população de comandar o direito alheio, imaginem se dessemos o direito aos feitores de dizerem se a Lei Áurea era aceitável ou não? Ou aos homens machistas direito de opinarem a Lei Maria da Penha? Os que cristãos e homofóbicos não fazem uma luta anti-gays, fazem uma luta anti-justiça. Eles se colocam em um patamar superior, aonde eles merecem toda a proteção. Eu já falei e torno a repetir. Democracia não é a maioria mandando na minoria, sim eles existindo juntos ambos com direitos e deveres. Não a Igreja com todos os direitos e sem nenhum dever e os homoafetivos com os deveres e nenhum direito.
A grande vergonha nacional é em um país laico ser comandado por uma bancada evangélica que não deveria existir.