Blank.

Eu não gosto quando as pessoas somem de mim... talvez porque me lembre a mim, eu sou mestre de sumir, de acordar pela manhã e não me encontrar. Talvez porque eu esteja morta, morta morta de alma, se existir uma. Mas meu coração também precisa de uma chupeta, ele tá meio assim, arriado... mas se todos são fantasmas (sumidos) quem é que pode me ajudar?!
(...)
De nada adianta, nada - eu digo - telefonemas sussurrados no meio da noite se você não está aqui. Desde quando amor passa por cabos?! Me poupe do seu desaparecimento, sumindo de uma vez... não estou aqui pra aguentar suas aparições de borboleta - somente na primavera. Gosto mais do deserto desnudo e ventos frios do outono, de qualquer forma.
(...)
Tanto faz se meu amor sobrevive de papeis amarelados, tanto faz. Para você, claro, não pra mim, nunca para mim... eu não poderia ignorar o que me faz voltar.
(...)
Eu só não sei como vim parar aqui, tão sozinha, tão abandonada, tão tão triste, eu acho, porque isso está além da tristeza, um pouco.
(...)
É a quarta xícara de café, e o meu cansaço é tanto que meus olhos não se mantém abertos por mais que um minuto. Acendo um cigarro, e outro e outro e outro e outro, é o ultimo do maço... e nada de você.
Cadê... você?!





Anita.
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