B. diz:
E ah, e aqueles seus planos com a dança. Você seguiu eles?
' naah diz:
Não, mas são meu maior arrependimento.
Mudei de ideia do que eu disse no momento que eu apertei enter, não é a falta da dança que me dói, me dói é a falta de você que a falta da dança me trás. Eu amo a dança, não me leve a mal, mas eu amo a ciência e acima de tudo, eu amo você. Amo tanto você que eu largaria a pesquisa para ser sua esposa, a dona de casa, a mãe dos seus filhos, se você me pedisse, nunca mais tocaria num microscópio (apesar que eu acho que eu ficaria tão insuportável que você não me aguentaria.). Mas o ponto é, nós temos planos. São Paulo, Londres, Paris na primavera, três filhos, dois carros na garagem e um apartamento. E é por eles que eu me sigo, pelo nosso casamento (seja lá quando a gente se decidir casar) ou por te manter perto, mesmo quando eu estou insuportavelmente louca. Importa? Importa! Porque num plano alternativo qualquer, eu já era sua e você já era minha antes que soubéssemos da existência uma da outra. E nesse plano ou no outro, eu sigo aonde for para te ter aqui, comigo, com o meu coração. Você trouxe chuva pro inverno goiano, tem algo que diga de forma mais obvia que você é minha e nada mais? Talvez a existência do Hans, da Jenah e do William. Eu não sei, eu não sei do quanto de provas você precisa, porque eu não preciso de nenhuma mais. Eu sei quando eu acordo de manhã e eu penso em você, então pego meu celular, olho as horas e te digo um oi baixo e lhe desejo um bom trabalho. Eu sei pelo misto de medo e confiança que eu tenho toda vez que eu sei que você vai conhecer alguém novo, eu sei porque eu carrego com o maior orgulho do mundo minha aliança de noivado (ou pseudo-noivado, ou de promessa, mas pra mim é de noivado mesmo.). E se nada disso te convence, eu tenho um exemplo bem claro do quanto eu e você somos feitas para eu e você. Jujubas de ursinhos e café da manhã.
Eu te amo, Jessica S. Duarte. I'm forever yours, faithfully.