Run, run.

Hoje eu me senti sozinha, abandonada durante a madrugada, deixada a ratos em meio a garrafas da ultima festa badalada da cidade. Sem prumo, sem rumo, sem id e roupas, roubada e profanada. As pessoas que deveriam estar ali, do meu lado, estavam mais adiante, drinks nas mãos e dedos apontados, solitária, acusada e digna de risos.
Mas ao meu lado sentaram, sorrisos lindos, brilhantes, como uma moeda de ouro nova em meio ao níquel oxidado. Alguns riram, outros seguraram minhas mãos, outrem ainda trançou meu cabelo... sorri, gargalhei, flutuei. Entendi um conceito maior de paraíso, ainda estavamos ali, em meio a sujeira, mas tudo era lindo, rosa chiclete, sabor de algodão doce.
Se existissem anjos, acho que eles teriam asas.







Dedicado a Lola, minha anjinha. Obrigada.
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