Ontem após desligar o telefone, tomei um banho bem quente, daqueles que nós deixa com a pele bem vermelha, e me deitei. De alguma forma, aquela sensação perdurava em mim. Me encolhi, me enrolei no cobertor, e apertei bem os olhos e me deixei escorregar em lembranças. Me escondi nos seus braços, e entrelacei minhas pernas nas suas, você dormia tão bonitinha e eu deslizei minha mão pela sua barriga... em alguma parte, isso tudo se tornou real, e eu estava lá (do lado direito, claro). E beijei seus lábios sem te acordar, ajeitei seus cabelos, e respirei fundo, deslizando num sonho delicado. Você estava lá também, muito empacotada, sentada sobre um lençol fino, na neve, e eu afundava a cada passo tentando chegar a você, e quando me sento ao seu lado, você me prende nos seus braços e beija meu nariz, gelado e vermelho. Então deito minha cabeça no seu ombro, e ali, me vejo 50 anos depois.
O mais interessante disso tudo, foi porque tentei todas as táticas para adormecer, mas quando pensei em você, me senti segura o suficiente, para parar de pensar. Eu podia repetir aqui o quanto eu quero você, mas as coisas estão mais adiantes, eu preciso de você. Só você faz tudo valer a pena, ou um dia difícil como hoje, ser bonito. Porque no meio da chuva, com blusa branca e materiais e celulares desmanchando, um simples pensamento envolvendo você me faz sorrir sem parar. Você ilumina a minha vida, me aquece, me faz melhor, muito melhor. É seu o que eu tenho de bom dentro de mim.
